Representante de OSCIP apresenta ao presidente da Câmara reivindicações de comunidade indígena

por Maria Fernanda publicado 31/01/2019 13h16, última modificação 31/01/2019 13h16
Em reunião, representante da Organização Social e Etno Cultural Indígena Teko Ñemoingo apresentou reivindicações da comunidade

Nesta quarta-feira, 31, o Presidente da Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu, Beni Rodrigues (PSB) recebeu o vice-presidente da Organização Social e Etno Cultural Indígena Teko Ñemoingo (OSCIP), Antonio Cabrera Tupã, da reserva Takohá Guarani de São Miguel do Iguaçu. Ele apresentou as dificuldades enfrentadas na comunidade como problemas de saúde por conta do uso de agrotóxicos nas lavouras próximas, descaso das autoridades do setor na questão das terras e apoio para subsistência, contaminação das águas e até drogadição infanto-juvenil.

A reunião contou também com a presença dos vereadores Marcelinho Moura (Podemos) e Rosane Bonho (Progressista) que discutiram possíveis ações em apoio a população indígena da região. “São muitas dificuldades enfrentadas, mas hoje o principal problema é o uso dos agrotóxicos que já vêm destruindo três quilômetros da nascente do rio que dependemos. Estamos reivindicando a criação de uma comissão e queremos fazer com que as pessoas e todos os atores sociais vejam a situação da aldeia e tomem providências imediatas” declarou Antonio.

O presidente da Câmara, Beni Rodrigues, definiu em conjunto com os demais presentes na reunião que um grupo de vereadores deverá inicialmente procurar o prefeito de São Miguel do Iguaçu para levantamento de informações e agendar uma visita à comunidade a fim de verificar a situação. A partir desse trabalho de diagnóstico da real condição da comunidade, será possível determinar os encaminhamentos necessários com apoio de outros órgãos fundamentais nesse processo como a Itaipu Binacional e a Funai.

Nesta quinta-feira acontece uma mobilização nacional com atos previstos em 22 estados e no DF denunciando a crescente ameaça aos povos indígenas. Dentre outras questões, o protesto é uma reação à Medida Provisória (MP) nº 870,  que transfere para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) a atribuição de identificar, demarcar e registrar as terras indígenas (TIs), promovendo o esvaziamento da Fundação Nacional do Índio (Funai).